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Mãe e filho estão entre presos em operação policial

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Três dos dez presos na operação Balão Mágico da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP), realizada nesta sexta-feira (18), são membros da mesma família. Maria Auxiliadora Bacellar Costa foi presa junto com o filho, Wagner Barcellar Costa, e o sobrinho, André Luís Bacellar da França. Eles são suspeitos de fazer parte de uma quadrilha ligada à facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), e que atua na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Outro filho dela é apontado como o líder do grupo. 

Segundo a polícia, Vinicius Barcellar, conhecido como Fofão ou Doido, morava em Aracaju, Sergipe, e era quem dava as cartas na quadrilha. Policiais tentaram prendê-lo nesta sexta, mas ele conseguiu fugir. De acordo com os investigadores, ele, a mãe, o irmão, o primo e outras sete pessoas devem lealdade à facção Bonde do Maluco, com atuação em Camaçari e Simões Filho. 

A investigação sobre a família Bacellar e os outros suspeitos começou em abril deste ano, mas Vinicius já estava sendo procurado antes dessa data. Ele é o 3 de ouro do Baralho do Crime - ferramenta criada pela SSP com a lista dos bandidos mais procurados do estado. 

Participação

De acordo com a polícia, o principal comparsa de Vinicius era o primo dele. André Luís Bacellar seria o responsável por coordenar a área financeira do grupo, recrutando laranjas e fazendo a lavagem de dinheiro da quadrilha. A mesma função seria exercida por Maria Auxiliadora Bacellar e Wagner Bacellar. André morava em uma casa de luxo em Camaçari, no mesmo terreno que outros familiares, e foi preso em flagrante. 

De acordo com o delegado do Departamentos de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), Marcelo Calmon, os policiais encontraram um cofre com R$ 85 mil em dinheiro, escondido dentro de um freezer desligado, no sótão da casa do suspeito. Ele, a tia e o primo foram presos e apresentados à imprensa nesta sexta com outras sete pessoas. Ele foi o único que não tentou esconder o rosto, mas não comentou o caso. 

O diretor do Draco, Marcelo Sansão, contou que a investigação foi intensificada após a morte do traficante Marcelo Batista dos Santos, o Marreno, ocorrida no dia 9 de agosto. De acordo com a polícia, Marreno era líder da facção criminosa Bonde do Maluco, com atuação em diversas regiões da Bahia. Ele e a família Bacellar pertenciam à mesma organização criminosa. 

"Nosso objetivo com a operação que resultou nessas prisões foi retirar desse grupo criminoso o potencial financeiro, o que reflete na compra e aquisição de novas armas e drogas. O estopim foi a situação Marreno, mas a investigação estava sendo realizada há alguns meses", afirmou, na sexta. 

 A morte de Marreno ainda provoca mudanças na rotina de alguns bairros. Em Capelinha de São Caetano, os ônibus deixaram de circular durante algumas horas, nesta sexta, depois de veículos serem pichados com o nome de Marreno e de rodoviários serem ameaçados. O serviço voltou à normalidade no começou da noite. 

Quadrilha

Os dez suspeitos estavam em casa, nas cidades de Camaçari, Salvador e Aracaju (SE), quando foram surpreendidos pelos policiais, na madrugada desta sexta-feira. As prisões começaram por volta das 3h e todos foram conduzidos para o Centro de Operações Especiais (COE), ao lado do aeroporto internacional de Salvador. 

Além dos integrantes da família Bacellar, foram presos também Mariana Oliveira Costa, Geraildo Silva dos Santos, Daniela Santos Canuto, Caio Vinícius Nascimento Santos, e Sérgio de Jesus Lim; este último não era alvo da operação, mas estava com Geraildo quando os policiais chegaram e, por isso, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de drogas. 

Em Aracaju, os policiais capturaram Luís Henrique Oliveira de Freitas e Juliana Santos Teles da Silva. Todo esse grupo, exceto Sérgio, possuía mandado de prisão em aberto. A polícia acredita que a quadrilha liderada por Vinicius Bacellar tem outros integrantes e a investigação ainda não foi concluída. Os presos desta sexta vão responder por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e porte ilegal de arma. 

Quem tiver informações que possam ajudar a polícia pode entrar em contato pelo Disque Denúncia (71) 3235-0000 ou 181. O sigilo é garantido.

Fonte: Correio

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