Tude

O vice-prefeito Tude conversou com a reportagem do Programa Revista Metropolitana e se posicionou sobre o episódio envolvendo a Secretária de Desenvolvimento Urbano de Camaçari, Juliana Paes, acusada de comandar um grupo com perfil criminoso que exigia propina para liberação de obras no município.

O parecer do caso foi emitido pelo juiz Ricardo Dias, da 1ª Vara Criminal de Camaçari, que afirmou que os documentos apresentados contra Paes pelo procurador Everardo Yunes não contêm provas suficientes para manter as acusações e seguir com o processo. Logo, o arquivamento dos autos foi inevitável. O vice-prefeito de Camaçari classificou como precipitada a decisão da denúncia contra a secretária e afirmou haver “disparidade”. “Uma decisão precipitada e que não condiz com a realidade”, pontuou. “Isso que dá acusar sem provas suficientes. Como fica a imagem dela agora?”, questionou.

Na manhã da última terça-feira (20) durante abertura dos trabalhos na câmara de vereadores o Prefeito Elinaldo Araújo havia comentado sobre o assunto, afirmando que a secretária não seria afastada das funções e que aguardaria a decisão da justiça, confiante na inocência da sua colaboradora.

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Durante entrevista na manhã desta segunda-feira, 19, no Programa Bahia No Ar, transmitido pelo Rádio Sucesso (93,1), o presidente da Câmara de Camaçari, vereador Oziel Araújo, afirmou que se surpreendeu com o pedido de prisão feito pelo Ministério Público.

Na ocasião, o presidente disse que não só ele, como os outros vereadores foram surpreendidos, não só pela denúncia, mas, pela forma como a informação foi difundida. O edil ainda atribuiu os últimos acontecimentos ao fato de estarmos em um ano eleitoral.

“Estamos em ano eleitoral e percebemos como muitas vezes politicamente isso é utilizado. Aqui em Camaçari se faz política com tudo”, falou.

Ainda sobre a denúncia do MP, Oziel afirmou não há apresentação documental e nem provas. “Não há provas, isso é um calúnia que está sendo colocada para os vereadores. Todos os vereadores têm direito de recorrer, e quem colocou essa alegação terá que provar na justiça”, disparou.

O presidente disse que vai recorrer e orienta os demais vereadores denunciados a fazerem o mesmo. “Todos meus colegas são idôneos, e o que foi colocado para toda Bahia é que existe corrupção na Câmara de Vereadores de Camaçari. Vamos lutar na justiça e recorrer para mostrar que não foi dessa forma e que todos são inocentes”, reforçou.

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Em meio às denúncias do Ministério Público estadual (MP-BA) contra 20 dos 21 vereadores de Camaçari, a Câmara do município retornou às atividades para o ano legislativo de 2018 nesta terça-feira (20). Primeiro a discursar na sessão de abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, Oziel Araújo (PSDB), que teve um pedido de prisão preventiva solicitado pelo MP-BA, negou qualquer irregularidade e disse que nada foi feito de má fé pelos vereadores.

A denúncia, feita pelo promotor Everardo Yunes, foi por associação criminosa e apropriação de verbas públicas (peculato). Além disso, ele ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra os vereadores e 18 servidores comissionados, acusados de desvio de verbas públicas.

A sessão contou com a presença do prefeito Elinaldo Araújo (DEM), além de secretários municipais e dos vereadores. O presidente do Legislativo disse que "algumas pessoas" estão tentando tirar proveito político do caso e, assim, macular a imagem da Câmara. Contudo, disse confiar na Justiça e na inocência dos vereadores.

"Quero parabenizar o trabalho realizado pelo Ministério Público, que fez e deve continuar fazendo suas investigações. Recebemos o MP-BA para apoiá-lo quando do lançamento da PEC 37 (que impedia o Ministério Público de promover investigações criminais por conta própria)", afirmou.
Os vereadores aprovaram em 2017 uma lei que aumentou os seus salários em R$ 2.578,45. O pagamento dos novos valores, no entanto, foi suspenso por força de uma liminar judicial deferida a pedido do MP em uma ação civil pública.

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