Após decisão do MP, eleição do Conselho de Cultura de Camaçari é realizada e presença feminina é destaque

Cultura e Artes

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Neste sábado (03/03) foi realizada na Cidade do Saber a eleição de recomposição do Conselho de Cultura de Camaçari, triênio 2016-2019. 

Dos nove segmentos culturais a serem representados, dois não tiveram candidatos inscritos: Teatro e Artesanato, embora tivessem eleitores. Já os demais segmentos contaram com candidatos, destaque para o de música que teve dois homens e uma mulher disputando a vaga de titular. Outra disputa foi no segmento patrimônio que tinha Tata Ricardo e Alisson Carlos concorrendo. Nos demais segmentos a tranquilidade predominou já que havia apenas um candidato inscrito para cada vaga em aberto.

Foram oito horas de eleição com homens e mulheres escolhendo seus representantes conforme os segmentos. Dona Nildes Bonfim do grupo Espermacete fez questão de votar. “Eu vim votar em Táta Ricardo Tavares, porque ele além de trabalhar com os terreiros, também é uma pessoa que já faz parte e conhece o nosso trabalho, tinha que escolher ele para defender a nossa bandeira, então eu espero o melhor”, declarou a Mestra.

Às 17h foi encerrado o pleito e na presença de candidatos, eleitores e ex-conselheiros, iniciada a apuração. As urnas devidamente lacradas foram abertas e realizada a contagem dos votos por segmento.

Os candidatos eleitos são:

Segmento Produtores Culturais
Roseane Braga do Carmo com 1 voto;
Segmento Livro e Literatura
Edna Maria Ferreira da Silva com 2 votos;
Segmento Audiovisual
Janira Cruz da Silva (Jany Silva) com 7 votos;
Segmento Música
Nivia Nascimento Brito (Nivia Mafuane) com 6 votos
Suplente: Máximo Ferreira Roseno (DJ Maximus) com 3 votos;
Segmento Dança e congêneres
Janete de Matos com 2 votos
Segmento Sociedade Civil e Movimentos Sociais
Célia Magna Nunes Silva dos Santos (Negra Magna) com 13 votos;
Segmento Patrimônio Cultural
Táta Ricardo Tavares com 68 votos
Suplente: Alisson Carlos dos Santos de Jesus com 4 votos.

Nessa nova formação do conselho a presença feminina predomina. Dos sete escolhidos como titulares, seis são mulheres e apenas um homem. “São as mulheres mostrando sua força e vontade de trabalhar para que as coisas realmente aconteçam. Somos maioria e vamos mostrar para que viemos”, disse Negra Magna.

A eleição extraordinária atende a uma determinação do Ministério Público do Estado (MPE), que constatou indícios de fraudes no processo de escolha dos últimos integrantes do órgão, ocorrida na gestão anterior e anulou a eleição dos membros em novembro de 2017.

 

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