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Estimulando a valorização e a preservação da cultura de matrizes africanas, de comunidades e povos tradicionais no Carnaval, o projeto Ouro Negro, um dos mais significativos da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), completa 10 anos na edição de 2018. No Diário Oficial do Estado de sábado (16), foi publicado o edital do projeto, abrindo inscrições a partir desta segunda-feira (18), até sexta-feira (22), às 17h. A portaria e anexos estão disponíveis no site da Secult. 

Podem se inscrever entidades carnavalescas pertencentes às categorias Afro, Afoxé, Samba, Reggae e Índio. Os interessados em participar do processo de credenciamento devem enviar e garantir a regularidade de todos os documentos necessários. Os critérios, normas e disposições do credenciamento estão descritos no edital. O documento da declaração da Sefaz/FEASPOL poderá ser obtido nos postos SAC – Sefaz. 

As entidades carnavalescas deverão cumprir o disposto no Art. 275, da Constituição do Estado da Bahia, bem como as recomendações da FENACAB, ficando vedada a exposição, exploração comercial, vinculação, titulação ou procedimentos que possam ser considerados prejudiciais para símbolos, adereços e expressões estritamente vinculados à religião afro-brasileira. A FENACAB recomenda, ainda, a não utilização dos adereços, vestes dos Orixás, N’Kises, e Encantados em seus desfiles de carnaval, demonstrando assim o respeito para com o Sagrado. 

O acolhimento das inscrições será via e-mail, através do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou presencialmente, com a entrega dos documentos em envelope lacrado na sede da Secult, no Palácio Rio Branco. O final das inscrições, seja via e-mail ou presencial, se dará às 17h do dia 22 de dezembro de 2017. 

Criado em 2008, durante a gestão do então Governador Jaques Wagner, o projeto Ouro Negro oferece importantes subsídios para o apoio de agremiações de matrizes africanas e tradicionais dentro dos circuitos do Carnaval de Salvador. Desta forma, é promovida a preservação e valorização da presença destes blocos, com o desfile em alas e roupas tradicionais, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações. Dentro de suas comunidades, estas entidades contribuem para o desenvolvimento social através de projetos que estimulam a construção de uma cultura cidadã. 

SERVIÇO 

Inscrições Edital Ouro Negro 2018

Período: 18 a 22 de dezembro de 2017

Via e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - encerramento 22 de dezembro às 17h

Presencial: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, s/n – Centro, CEP 40.020-010 – Salvador – BA) - das 9h às 12h e 14h às 17h

Fonte: Secom Ba

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A partir da linguagem oral, a ancestralidade da cultura afro-brasileira ultrapassou barreiras entre gerações, ganhando as páginas do livro “Histórias que Agbá me Contou”, lançado na última terça-feira (12), em Salvador. A publicação foi produzida coletivamente por 17 crianças de 4 e 5 anos, da Escola Municipal José Lino, localizada no Pelourinho. “Aqui no Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira, que é o Muncab, tem um grupo de voluntariado [Sociedade Amigos da Cultura Afro Brasileira (Amafro)], que já desenvolve um projeto chamado Erê e já fez ações em várias escolas. Este ano eles convidaram a nossa”, conta a professora Maria Patrícia Soares, responsável por mediar o trabalho, que foi coordenado pela professora Maria Augusta Rosa Rocha, mentora do projeto junto com o Amafro, do qual ela também é integrante.

Maria Patrícia explica que o desenvolvimento do que veio a ser o livro se deu a partir das “histórias contadas por Agbás, senhoras velhas de terreiros de candomblé e de fundações que tratam da cultura afro-brasileira”. Foram dez reuniões semanais, nas quais as crianças opinavam sobre o que gostariam de ouvir e recontar. “Os meninos disseram que queriam histórias sobre os animais, sobre a natureza, de medo. Depois disso, a cada dia tinha uma contadora, a primeira delas, da Fundação Pierre Verger, Dona Cicí, que contou a história do ‘Veganami’. E aí as crianças iam me dizendo as coisas e eu escrevia junto com eles, recontando o que Vovó Cicí contou”, lembra a professora. Fruto deste trabalho coletivo, o livro traz quatro histórias, que ganharam ilustrações dos pequenos alunos: “Veganami - o Bichinho Guloso”, “O Mito de Passinho”, “A Rivalidade entre Oramila e Ossain” e “Etu”. 

A professora explica ainda que a construção do livro tem muito a ver com o que já se trabalha na instituição de ensino na qual ela leciona. “O tema no nosso projeto político-pedagógico é ‘O Menino do Pelô’, voltado para atender as questões de pertencimento desta criança que mora no Pelourinho. Então, o ‘Histórias que Agbá me Contou’ veio casar perfeitamente com o que a gente já trabalha, que é a valorização da cultura afro-brasileira, a valorização e o sentimento de pertencimento na comunidade, o sentimento de reconhecimento, como uma criança negra, que tem história, que seus familiares moravam e construíram o Pelourinho”, diz Maria Patrícia Soares, destacando a importância do projeto para desconstruir paradigmas e preconceitos amplamente disseminados na sociedade brasileira. “Em geral as escolas só trabalham com a cultura europeia. A gente tem livros que falam de Branca de Neve, de Cinderela, então a gente está falando com propriedade agora das histórias de nosso povo, de nossos ancestrais. Para nós é muito significativo, do ponto de vista até de quebrar esse preconceito da questão do que vem do terreiro. A gente precisa ver as belezas que vêm do terreiro”, avalia a professora.

O livro “Histórias que Agbá me Contou” teve uma tiragem de 200 cópias, que serão distribuídas entre as instituições que participaram do projeto, a Secretaria de Educação e as famílias das crianças.

Fonte: Bahia Noticias

artesanatosucupio

Mais de vinte e três artesãos vão receber instalações novas e totalmente reformuladas para mostrar seus talentos, produzir e expor seus produtos, a partir da inauguração do novo Centro de Artesanato de Sucupió de Abrantes. Para marcar simbolicamente a abertura do espaço, foi realizado um evento com todos os envolvidos na manhã desta quinta-feira, no KM 8,5 da Estrada do Coco (BA-099), sentido Camaçari.

A reformulação do centro é um projeto executado pela Concessionária Bahia Norte e faz parte de uma condicionante ambiental para a implantação da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, ligação entre a rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) e a Estrada do Coco (BA-099), que está em fase final de obras.

O novo centro foi planejado com a participação dos artesãos em todo processo, desde a concepção do projeto arquitetônico, a fim de que fosse criada uma relação de pertencimento. Todo o projeto foi desenvolvido para oferecer aos visitantes e aos próprios trabalhadores uma área mais ampla, com galeria para exposição dos produtos, vagas de estacionamento, passeio que facilitará a circulação dos clientes, além de ser mais próximo da comunidade.

Animados com a realização de um sonho, os artesãos já aumentaram a produção de peças para o período de Natal e Ano Novo. "A expectativa com a abertura é a melhor possível, tendo confiança em retomar as vendas com força total, contando com este novo espaço que vai nos proporcionar melhores condições para atrair os clientes. Não tenho palavras para dizer o quanto o espaço melhorou, com estacionamento, banheiro, mais visibilidade. Estamos muitos felizes", afirma a proprietária do BOX 1 do centro, Rosane dos Santos Carmo.

Além da construção da estrutura física, os artesãos também foram beneficiados com atividades de fortalecimento institucional, visando melhoria dos processos de gestão e organização do grupo. "O desejo da Concessionária foi, desde o começo, garantir iguais ou melhores condições para realização das atividades dos artesãos, com segurança viária e fortalecimento do artesanato. Estamos felizes de poder participar dessa conquista apara a comunidade", reforça Leana Mattei, assessora de responsabilidade social da Concessionária Bahia Norte. O novo Centro funcionará de terça a domingo, de 9h às 17h. Estão disponíveis para vendas uma variedade de móveis, como sofás, pufes, armários, banquetas, além de objetos de decoração, como esteiras e árvores de natal personalizadas.

Fonte: Ascom

sambalauroboi

Depois de passar por Senhor do Bonfim, Juazeiro, Vitória da Conquista, Lençóis, Itacaré e Ilhéus, o Caravana da Música chega a Lauro de Freitas, neste sábado (16), com show do Samba Chula João do Boi, às 16h, na Praça da Matriz. Além da apresentação gratuita, os músicos do grupo irão oferecer a oficina “Samba no Pé e Samba na Mão”, das 9h às 12h, na Casa Paroquial Santo Amaro de Ipitanga. Voltada para músicos, estudantes e pessoas interessadas em mergulhar no universo do samba chula e nas raízes da Música Popular Brasileira, a atividade formativa contará com 30 vagas. Os interessados devem se inscrever por e-mail, enviando nome completo, RG e idade para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O Samba Chula João do Boi foi criado em 2015 pelo líder João Saturno, mais conhecido como João do Boi. Ele é um dos maiores representantes da tradição oral do Samba de Roda do Recôncavo, expressão cultural reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade, desde 2005. Com seu pandeiro em punho, João do Boi e seu grupo entoam um repertório de chulas autorais e de domínio público, que cantam temas como o samba, a viola, a mulher, a vida do trabalho da roça e do mar. O grupo trabalha com chulas lúdicas, piadas e conselhos irônicos, através de pequenas parábolas que ironizam situações tragicômicas da vida cotidiana de São Braz, uma vila da cidade de Santo Amaro-Bahia.

SERVIÇO

Caravana da Música ano II - Edição Lauro de Freitas

O QUÊ: Oficina - Samba no Pé e Samba na Mão

QUANDO: Sábado, 16 de dezembro, das 9h às 12h

ONDE: Casa Paroquial - Paróquia Santo Amaro de Ipitanga/ Lauro de Freitas

VALOR: Grátis

O QUÊ: Samba Chula João do Boi

QUANDO: Sábado, 16 de dezembro, às 16h

ONDE: Praça da Matriz, Lauro de Freitas

VALOR: Grátis

Fonte: BN

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