Estudantes das classes D e E representam 66% do total em universidades federais

Educação

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O número de estudantes das classes D e E nas universidades federais brasileiras aumentou nos últimos anos e chegou a 66,19% do total em 2014. De acordo com o Estadão, uma pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aponta que em 2010 o índice era de 44%.

O levantamento considera das classes D e E os estudantes cujas famílias não possuem renda acima de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 1.320). Por outro lado, as parcelas mais ricas da população brasileira vêm diminuindo sua presença nas universidades federais.

O estudo da Andifes indica que o número de alunos de famílias com renda bruta acima de dez salários mínimos caiu de 16,72% para 10,6% do total. Para a presidente da Andifes, Ângela Paiva Cruz, "O mito de que a universidade federal é para elite está sendo destruído".

O estudo demonstra ainda maior participação de negros e pardos. Em 1997, 2,2% dos pardos e 1,8% dos negros entre 18 e 24 anos cursavam ou já haviam concluído um curso de graduação no Brasil. Atualmente, eles representam 47,57% dos entrevistados.

Fonte: BN