Unifacs anula vestibular após provas terem respostas em negrito; MP vai apurar

Educação

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A Universidade Salvador (Unifacs) anulou o vestibular para o curso de Medicina realizado neste domingo (26) após candidatos descobrirem que alguns cadernos de prova tinham as respostas corretas marcadas em negrito.

Segundo informações do jornal Correio, ao instituição de ensino confirmou o cancelamento da avaliação na noite desta segunda-feira (27), após um grupo de cinco candidatos protocolarem junto ao Ministério Público do Estado (MP-BA) uma denúncia indicando a suspeita de fraude. “A Universidade Salvador informa que a Consultec, empresa contratada para a elaboração e aplicação das provas de vestibulares da instituição há mais de 25 anos, identificou falhas pontuais na impressão de alguns cadernos de prova, aplicados no Vestibular de Medicina 2018.1”, informou Unifacs.

A instituição de ensino anunciou também a data da nova prova. “Como forma de garantir a equidade e a isonomia do vestibular, a Comissão Permanente do Processo Seletivo, a Reitoria da UNIFACS e a Consultec decidiram anular a aplicação da prova realizada no dia 26/11. Com essa definição, uma nova prova será realizada no dia 09/12 (sábado), das 15h às 19h, no mesmo local – Campus Tancredo Neves”. Mesmo com a realização de uma nova prova, o caso será distribuído e investigado. “Nós protocolamos a denúncia e fomos conversar com o promotor e a assessoria dele. Eles pediram fotos da prova, comprovante de inscrição e outros documentos. Se eles não cancelarem a prova, eu irei entrar com uma ação na Justiça”, relatou uma das estudantes, que apontou ainda que a Unifacs e a Consultec foram “mal educados” quando os candidatos entraram em contato e não prestaram esclarecimentos sobre o ocorrido.

O gabarito da prova ainda não foi divulgado pela universidade. Antes de confirmar o cancelamento, a Unifacs informou que começou a apurar o caso “tão logo tomou conhecimento da falha ocorrida na impressão de alguns cadernos que integravam o Processo Seletivo do Curso de Medicina” e que a Consultec está efetuando “uma rigorosa análise no processo de produção do material”.

Fonte: BN