Ardor ao urinar? Saiba evitar a infecção urinária

Saúde

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A infecção urinária é a doença mais comum do trato urinário e atinge cerca de 80% das mulheres brasileiras. Alguns motivos nos levam a sermos sorteadas nessa loteria indesejada: para começar, o fato de a uretra (o canal por onde sai a urina) feminina ser bem mais curta que a masculina – são 5 cm do nosso lado e 22 cm do lado deles – e ficar mais próxima do ânus. “As bactérias que causam a infecção percorrem, nas mulheres, um caminho mais curto para chegar à bexiga”, afirma o urologista Elimilson Brandão, da Hapvida Saúde.

A bactéria em questão é a Escherichia coli, importante para a digestão, mas perigosa para o trato urinário. Quando a infecção ocorre, os sintomas são dor no baixo ventre, ardor ao urinar, maior frequência urinária e, em alguns casos, sangue na urina. Em casos graves, em que a infecção chega aos rins, adicionam-se a estes sinais as dores nas costas, febres e calafrios.

O diagnóstico é fechado por meio de exames clínicos de urina e o tratamento receitado é com antibióticos.

Por que há mais casos de infecção urinária no calor?
No verão, o problema se intensifica. Isso porque há uma tendência à desidratação, já que a reposição da água perdida no suor e na respiração muitas vezes não é suficiente, o que nos faz ir menos ao banheiro. “O menor número de micções ao longo do dia favorece a permanência das bactérias”, explica Cristina Rocha, médica da SBN – Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Pois é: quanto mais fizermos xixi, menos risco de termos infecção urinária, já que as bactérias podem até aproveitar o caminho curto da nossa uretra para entrar, mas acabam sendo expelidas pela urina.

Como se prevenir contra a infecção urinária?
Diante disso, os especialistas dão dicas de ouro para tornar o trato urinário inóspito para as bactérias e, assim, evitar a infecção urinária:

– Beba água suficiente para provocar de seis a oito micções distribuídas uniformemente ao longo do dia

– Evite segurar o xixi; deu vontade de ir ao banheiro, vá na mesma hora

– Só use papel higiênico seco para se limpar depois de urinar; evite lenços umedecidos, já que a ideia é deixar a região sequinha, uma vez que bactérias gostam de ambientes úmidos e quentes

– Limpe-se com água e sabonete depois de evacuar, para evitar a permanência das bactérias na região

– Coloque o intestino para funcionar com regularidade, pois longos períodos de constipação possibilitam a proliferação das bactérias que ficam nas fezes ressecadas posicionadas na ampola retal; se não souber como fazer isso, consulte um médico nutrólogo

– Higienize-se depois das relações sexuais

– Se possível, faça xixi depois de cada relação sexual

– Faça sexo com camisinha

– Use calcinhas de algodão, que permitem que a pele respire e não criam o tal ambiente quente e úmido de que as bactérias gostam

– Não fique com biquíni ou maiô molhado no corpo

– Troque os absorventes menstruais no máximo a cada quatro horas

Ao notar os sintomas, procure um médico
Se não for tratada em seu estágio inicial, a infecção urinária pode afetar os rins, o que é perigosíssimo – há o risco de quadros graves de infecção generalizada, além da formação de cicatrizes nos rins que levam à gradativa redução da capacidade renal de filtragem do sangue.

O médico a ser procurado no pronto-socorro ou em uma consulta é o urologista ou o nefrologista.

 

 

Fonte: M de Mulher